quarta-feira, 14 de abril de 2010

sobre isso ser tão você

ela dançando, invadiu meu peito escasso. me acenda mais um trago, do estrago que te faz tão bem, e deixa a insensatez te guiar. então senta, pede um café, diz o que quiser, espera o sol baixar, vai esfriar. no penúltimo vagão, o silêncio nos consome. se não tem o que fazer, traga algo pra beber, é melhor eu esperar. mas o que fazer, se sempre que você olha pra mim, sinto no meu rosto um beijo, mesma quando tenta evitar? é que foi a primeira vez em meses, que fez um dia bom. depois que estive por ai, sentindo o vento agredir suave o rosto, e o gosto da partida em cada porto, abraçando gente estranha no escuro. me empreste alguns dias? saudade é a mão que assume o leme. e eu já não sei onde é que tudo isso vai parar no verão dos nossos dias. é que tudo que você fala faz sentido, quando tira o vestido. só não me peça pra esquecer, quando amanhecer. se quiser ir embora, não vou te segurar, nem queimar seu coração. mas você sabe, sempre soube, onde é que tudo isso vai parar.

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